Pandemia: Novas regras para cumprir pela saúde de todos
Numa altura em que as regras mudaram e o risco aumentou, pois já não estamos confinados, é determinante manter as regras que irão ser explicadas no artigo.
Estamos a voltar pouco a pouco à normalidade e é fundamental ter presente a ideia de que somos potenciais portadores da doença Covid-19, que desta vez não é só a nossa saúde que está em causa mas a do próximo com quem nos relacionamos e que confia em nós. Estamos a regressar gradualmente à normalidade, as medidas de proteção que tomarmos individualmente são da maior responsabilidade para nós mesmos e para os outros. Nunca estivemos tão dependentes uns dos outros, pelo impacto que as medidas têm as nossas ações e socialização.
A decisão das autoridades de saúde para estas medidas mais permissivas estão relacionadas com factores de ordem técnica, a ter em conta nesta fase da pandemia e que correspondem a um decréscimo em:
• taxa de contágio por cada infectado;
• taxa de hospitalizações;
• percentagem de ocupação nos Cuidados Intensivos Hospitalares;
• incidência acumulada de casos de doença.
Há um conjunto de práticas e de recomendações pelas quais nos devemos guiar e que importa cumprir para prevenir ou evitar o contágio.
Os elementos e práticas de proteção necessárias a esta Pandemia têm a ver com a alta contagiosidade de propagação do vírus, a transmissão através de gotículas a partir da boca e nariz, a alta probabilidade de ser transportado pelas mãos não desinfectadas, através da mucosa oral, nasal, e ocular e à capacidade de resistência do vírus em diferentes superfícies.
As principais formas de proteção
- O uso de máscara quando estamos em contacto com outros e quando estamos em espaços fechados;
- O uso de máscara é desaconselhado quando se faz exercício físico;
- Não se deve colocar máscaras em crianças com menos de 4 anos de idade;
- Deve lavar as mãos antes de colocar a máscara e depois de a retirar;
- Sempre que for possível, deve usar-se proteção ocular, ou viseira de protecção;
- Manter o distanciamento físico, de 1,5m a 2m - distância de segurança e evitar aglomerações e a permanência em lugares fechados e muito ocupados;
- Lavar frequentemente as mãos com água corrente e sabão. Usar unhas curtas. Evitar o uso de acessórios. Quando se lavam as mãos não é necessário usar a seguir gel desinfectante;
- Evitar levar as mãos ao rosto, olhos e nariz;
- Usar gel desinfectante nas mãos, com frequência sempre que se manuseiam objectos comuns no exterior, em espaços públicos e quando se toca em dinheiro;
- Sempre que possível usar vestuário para o exterior e mudar de roupa em casa. Não entrar com os sapatos em casa;
- Manter desinfectadas com regularidade as superfícies em que toca, como: bancadas, pegas de portas, e outras onde tocamos.
Recomendações acrescidas ao uso de máscara
Existem vários tipos de máscaras, as de tipo cirúrgico, as higiénicas reutilizáveis e não reutilizáveis e as filtrantes.
As cirúrgicas são sempre descartáveis, protegem o entorno de dentro para fora, isto é, protegem mais o próximo do que quem a usa. As higiénicas, também designadas de barreira ou são não reutilizáveis de uso único ou reutilizáveis e devem-se lavar e desinfectar, segundo as recomendações do fabricante. As filtrantes têm alto poder de proteção de fora para dentro. As FFP2 têm uma capacidade para filtrar vírus, bactérias e partículas de 92% e as FFP3 têm uma capacidade de 98%.
O uso frequente de máscara ou o uso contínuo, não é fácil nem agradável e pode trazer problemas e incómodos à respiração, ao nariz e boca, bem como desidratação.
Recomenda-se fazer com regularidade, pelo menos ao acordar e ao deitar uma higiene com água quente e sal, com lavagem da boca e nariz, bochecho e gargarejo, que se pode repetir várias vezes ao dia. Mantém a limpeza e hidratação das mucosas, contribui para um melhor olfacto e paladar e melhora a voz . Com o uso de máscara é necessário reforçar a ingestão de líquidos.
Dra. Fátima Lorvão.
Médica de Medicina Geral e Familiar na Policlínica da Benedita